Imagens do aborto

Consequências psíquicas do aborto

Consequências físicas do aborto

A prostaglandina é uma hormona que induz o trabalho de parto prematuro (também conhecida como misoprostol). É ministrada sob a forma de supositórios ou injecção no músculo uterino, causando uma reacção violenta. O feto morre geralmente por causa do trauma do nascimento. No entanto, se o feto tiver idade suficiente para aguentar o processo, nasce vivo (frequente). Esta ocorrência é designada de “complicação” nas descrições técnicas deste método. Para evitar que tal aconteça, os executantes do aborto utilizam ecografias para se guiarem no processo de injecção de um “fetícida” (uma droga que mata o feto) no coração do feto, quando este ainda está dentro da barriga da mãe. Administram em seguida a prostaglandina à mãe que dá à luz o feto morto. Este tipo de aborto é praticado em casos de gravidez avançada. Esta droga é também utilizada em casos de abortos realizados no primeiro trimestre (com as drogas RU-486 e metotrexato). Em alguns casos de abortos realizados no Brasil sem supervisão médica, esta droga falhou em provocar o nascimento prematura do feto e, em alguns casos descritos, acabou por provocar deformidades ao feto. (1) A eficácia desta droga é questionável e os seus perigos para a mãe incluem convulsões, vómitos e paragem cardíaca. Um estudo canadiano refere que os procedimentos abortivos que utilizam esta hormona ou o metotrexato provocam dor na mulher com uma intensidade média de 6,2 (numa escala de 1 a 10). Dores severas (entre 9 e 10) foram referidas por 23,4% das mulheres inquiridas (2). Entre as mulheres que sofreram as dores com maior intensidade estão as mulheres mais novas, com maior ansiedade ou depressão. O autor deste estudo refere que a medicação ministrada pelo médico antes do procedimento de aborto induzido por este método não reduz a quantidade de dor severa. O misoprostol induz a concentração de progesterona [hormona esteróide segregada durante o período pós ovulatório do ciclo, durante a gravidez (até à 12ª semana) e em seguida pela placenta até ao dia seguinte ao parto; sob a influência desta hormona a mucosa do útero torna-se mais espessa para permitir a fixação e desenvolvimento do ovo fecundado ] a níveis que induzem o corpo da mulher a expelir o feto juntamente com todo o tecido de gravidez. Alguns fármacos, como por exemplo a Mifepristona recentemente adoptada nos EUA mas utilizada na Europa há mais de 20 anos (3), actuam fazendo o oposto; bloqueiam a acção da progesterona, uma hormona necessária para manter a gravidez. Nos EUA a administração desta droga tem de ser realizada sob a supervisão de um médico com capacidade de determinar a fase de gestação da gravidez e de excluir a possibilidade de uma gravidez ectópica. O historial clínico detalhado da mulher tem de ser conhecido devido às inúmeras contra-indicações deste método: suspeita ou diagnostico de uma gravidez ectópica [ gravidez na qual o feto se desenvolve fora da cavidade uterina; frequentemente nas trompas e raramente nos óvulos ou zona abdominal ], presença de um aparelho intra-uterino, anemia grave, utilização prolongada de corticoesteróides [ nome genérico das hormonas segregadas pelo córtex supra-renal, dos seus derivados naturais e sintéticos; controlam ou influenciam processos fundamentais no corpo ], problemas de coagulação, alergia aos fármacos, etc. Este procedimento não-cirúrgico requer três consultas médicas. Na primeira é analisado o historial clínico da mulher, avaliado o seu estado, é dado aconselhamento sobre o aborto, e é administrado a mifepristona. Mulheres com um tipo de sangue Rh D negativo têm de receber uma injecção de imunoglobulina (D) nessa primeira consulta, dada a possibilidade de o aborto ocorrer antes da administração do misoprostol. A segunda consulta, que ocorre após três dias, tem como objectivo determinar se a gravidez ainda se mantém. Se a paciente ainda estiver grávida, é administrado oralmente misoprostol e a paciente tem de se manter no consultório médico por um período de quatro horas de modo a se garantir estabilidade médica. A última consulta ocorre após um período de 15 dias para se garantir o término da gravidez. Caso a gravidez ainda se mantenha, é recomendado o aborto cirúrgico. Em gravidezes abaixo dos 49 dias de gestação, os efeitos secundários desta prática incluem sangramento vaginal, dor abdominal, e cãibras uterinas. Queixas gastrointestinais como efeito secundário da prostaglandina incluem enjoos, vómitos e diarreia. 1. Fonseca, W., Alencar, A.J.C., Mota, F.S.B. and Coelho, H.L.L. (1991). Misoprostol and Congenital-Malformations. Lancet 338(8758):56-56. 2. Wiebe, E. (2001). Pain control in medical abortion. International Journal of Gynecology & Obstetrics 74(3):275-280. 3. Ludmer, P. I., A. Nucci-Sack and A. Diaz (2003). Adolescent Abortion: Trends and Techniques. Current Women’s Health Reports 3:438-444. (Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)