Métodos de fazer aborto: Metotrexato (5-9 semanas)

metotrexatoImagens do aborto

Consequências psíquicas do aborto

Consequências físicas do aborto

O metotrexato é um antagonista do ácido fólico [vitamina produzida pelas plantas; é um factor de maturação das células, especialmente nas células da medula óssea; desempenha um papel primordial na síntese de certos ácidos nucleicos ] interferindo na síntese do ADN. A administração desta droga mata o feto numa altura em que o seu coração já bate. Tem um tempo de acção muito semelhante ao RU-486, mas trabalha de um modo diferente. Enquanto que a RU-486 acaba por provocar a morte ao feto por fome, esta droga é um veneno que actua directamente no feto em desenvolvimento, matando-o.

Este método não é mais “seguro” que o RU-486. O metotrexato é uma toxina celular que tem sido utilizada muitas vezes no combate contra as células cancerígenas. O objectivo do tratamento contra o cancro utilizando esta droga quimioterapêutica é matar as células cancerígenas antes da droga matar o paciente. Na prática do aborto segundo este método, utiliza-se uma dose suficientemente elevada para matar o embrião sensível, mas não suficientemente elevada para provocar qualquer lesão grave na mãe. No entanto, este fármaco pode provocar estomatite [ qualquer inflamação da mucosa buca l] e úlceras na cavidade bocal da mulher.

Assim como no caso do RU-486, esta droga só produz o resultado esperado quando seguida de uma dose de prostaglandina [ nome genérico das substâncias hormonais existentes em numerosos tecidos; existem diversos tipos, com propriedades biológicas diversas como a estimulação das contracções uterinas durante o parto, estimulação de um aborto, efeito contraceptivo, entre outras; alguns análogos sintéticos são utilizados no tratamento de úlceras gástricas ]. Alguns dias após ser injectado o metotrexato é administrada a prostaglandina para o corpo expelir o feto morto. Este processo necessita de três consultas ( ver Métodos/Prostaglandina ).

Um estudo realizado para examinar o resultado da administração de metotrexato e misoprostol a adolescentes (abaixo dos 18 anos e das 49 semanas de gestação) revelou que 24 das 25 pacientes examinadas (96%) tiveram abortos completos (1). Quinze pacientes referiram ter mais dores do que esperavam, 14 pacientes referiram ter sangramentos mais extensos do que esperavam, e seis pacientes acreditavam que o procedimento “não merecia ter sido feito”.

1. Creinin, M. D., E. Weibe and M. Gold (1999). Methotrexate and misoprostol for early abortion in adolescent women. J. Pediatr. Adolesc. Gynecol. 12: 71-77.

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)

Error: Only up to 6 modules are supported in this layout. If you need more add your own layout.