aborto no Reino UnidoA dura realidade

  • Mais do que uma em cada cinco gravidezes termina num aborto
  • 36% das gravidezes em mulheres abaixo dos 20 foram interrompidas, número que continua a crescer apesar da disponibilidade de contraceptivos e da “pílula do dia seguinte.”
  • Durante o ano de 2000, 23% das gravidezes foram interrompidas entre mulheres de todas as idades.
  • São realizados diariamente cerca de 600 abortos.
  • Em 2003 atingiu-se um valor recorde com 37.043 abortos em adolescentes entre os 15 e os 19 anos, número superior aos 36.018 abortos realizados por mulheres entre os 25 e os 29 anos.
  • Faixas etárias: 1.171 abortos foram realizados por jovens com idades abaixo dos 15 anos, 2.796 por jovens de 15 anos, 5.768 por jovens de 16 anos, 8.387 por jovens de 17 anos, 9,765 por jovens de 18 anos e 10.327 por jovens de 19 anos.
  • Um total de 1.365 abortos foram realizados às 22 semanas de gestação ou após.
  • Um terço das mulheres que recorreram ao aborto tinham já realizado um previamente.
  • Oito em cada dez abortos são suportados pelos contribuintes.
  • De acordo com um movimento pró-vida, milhares de mulheres arrependeram-se da decisão de realizar um aborto.

A confusa realidade

 

Apesar de alguns defensores do direito à escolha (do aborto) referirem não existir provas reais de que as mulheres estão a utilizar o aborto como método de controlo de natalidade, referem também que muitas das que visitam os seus centros já se submeteram ao procedimento várias vezes. Nestes caos, a explicação baseia-se no facto do acto sexual que levou à gravidez ser fruto de uma situação não premeditada ou planeada, em que nenhum contraceptivo estava disponível. A contradição é tão óbvia que até parece confusa. A verdade parece ser que, nesta realidade específica, o aborto só não é uma alternativa a métodos contraceptivos quando não é necessário. Quando todos os outros falham, ou simplesmente não são utilizados (como em muitos casos), então o aborto entra como a escolha final, difícil é certo para as mulheres, mas ainda assim como substituto a métodos contraceptivos.

No meio deste aparente caos, algumas notícias recentes têm chocado a opinião pública ao referir que pelo menos uma dúzia de bebes foram abortados por terem palatos e/ou lábios leporinos. Este aborto “cosmético”, como é designado, representa uma provável violação à Lei Britânica [ler mais…].

Há também quem refira que o aborto é uma parte essencial do controlo de fertilidade, sem no entanto considerar necessário que as mulheres devam ser informadas sobre os perigos de adiarem a maternidade. Para alguns que acreditam nesta ocultação deliberada da informação, ou que apenas acreditam no direito da mulher à escolha mas não à informação, se a altura não é a indicada para ter um filho, não se pode ir com a gravidez para a frente apenas porque essa poderá ser a última oportunidade que a mulher tem de ser mãe.

Aparentemente, o direito à escolha de abortar em determinado momento, é um valor que deve estar acima de qualquer outro, nomeadamente o do direito à verdade (neste caso a simples informação), o da saúde da mulher e o direito de poder ser mãe.

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)