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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.

Eles sabem

 

Que a vida humana começa no momento da fecundação é um facto não só reconhecido pela ciência, mas também pelos próprios defensores do aborto. Porém, a dissimulação faz parte da estratégia abortista. Negam perante os outros aquilo que lhes é evidente: "Não lhes chameis bebés. Fazei de conta que o não são. Uma vez admitido que o sejam, as vossas argumentações poderiam ser vistas por aquilo que realmente são: razões para o infanticídio." (Regra principal dos abortistas nos USA, In RANDY ALCORN, "Dalla Parte  Della Vita, Astea, 1994, p. 38).

No entanto, às vezes escapa-lhes, publicamente, a boca para a verdade. De um editorial pró-aborto no 'California Medicine': "Dado que a antiga ética não foi inteiramente varrida, foi necessário separar a ideia de aborto da de morte, pois esta continua a ser socialmente detestável. O resultado é uma singular negação do dado científico, patente a todos, de que a vida humana se inicia na concepção." ("A New Ethic for Medicine and Society", editorial, in California Medicine, Setembro 1970, p. 68).

Noutro editorial o New Republic declara: "Não há claramente nenhuma distinção lógica ou moral entre um feto e um pequeno bebé; a possibilidade livre de abortar não pode ser racionalmente distinguida da eutanásia. Apesar disso nós somos a seu favor." ("The Unborn and the Born again", editorial, 2 Julho 1977, p. 6).

Finalmente, a psicóloga abortista M. Denes escreveu: "Penso verdadeiramente que o aborto seja um homicídio de uma qualidade muito especial ... . E não é possível que nenhum médico nele envolvido se possa enganar a si mesmo a esse respeito." (MAGDA DENES, "The Question of abortion", in Commentary, nº 62, Dezembro 1976, p. 6).

 

(Nuno Serras Pereira)

 

 

  

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