Reflexões e opiniões

Um conjunto de textos com profundas reflexões sobre o aborto provocado, que não pode ser nunca um assunto superficial para encarar com ligeireza. É preciso reflectir, aprofundar.


Aborto e laicismo

Aborto e laicismo

O agnóstico Norberto Bobbio, que votou no referendo italiano contra a liberalização do aborto, explicava que o mandamento “não matarás” é para um humanista laico um imperativo categórico, de carácter absoluto e universal. E acrescentava não compreender que os não crentes deixassem aos crentes o privilégio e a honra de defender o direito à vida.

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A mulher objecto e o menino tumor

A mulher objecto e o menino tumor

Com frequência se afirma a licitude do aborto quando se julga que provavelmente o que vai nascer (o que ia nascer) seria anormal, física ou psiquicamente. Mas isto implica que o que é anormal “não deve viver”, já que essa condição não é provável, mas segura. E haveria que estender a mesma norma ao que chega a ser anormal por acidente, doença ou velhice. E se se tem essa convicção, há que mantê-la com todas as suas consequências; outra coisa é actuar como Hamlet no drama de Shakespeare, que fere Polónio com a sua espada, quando este está oculto detrás da cortina. Há os que não se atrevem a ferir, salvo quando a vítima está oculta – pensava-se que protegido – no seio materno.

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Aborto: Outono

Aborto: Outono

Qualquer raciocínio, qualquer lei, qualquer tentativa de solução, qualquer opinião sobre o aborto, para ser válida, deve partir da realidade e não dos interesses ou das conveniências. O aborto actua sobre aquilo que há dentro de uma mulher que está para ser mãe, e provoca o que estas imagens mostram. Há uma realidade, e não podemos abdicar dela sem abdicarmos da honestidade. Se fizerem os tais debates sobre esta questão, pendurem primeiro estas imagens nas paredes da sala e conversem depois.
Não, não é “uma questão da consciência de cada um”. Pelo menos enquanto não for permitida à consciência de cada um a possibilidade de escolher entrar numa escola e matar crianças à bomba. O Estado – e cada um de nós – tem a obrigação de intervir. E se não intervém é criminoso.

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