Reflexões e opiniões

Um conjunto de textos com profundas reflexões sobre o aborto provocado, que não pode ser nunca um assunto superficial para encarar com ligeireza. É preciso reflectir, aprofundar.


Aborto: humanidade humanicida

Aborto: humanidade humanicida

De acordo com os cálculos dos peritos, durante o ano de 1970 provocaram-se em todo o mundo mais de cinquenta milhões de abortos. Supondo que esse índice tivesse permanecido igual (embora os últimos dados demonstrem um aumento), e computando apenas os cinco anos seguintes, provocaram-se, portanto, de 70 a 75, duzentos e cinquenta milhões de abortos.

Comparados com esta humanidade desaparecida em silêncio, o genocídio dos judeus durante a última guerra mundial, que parece ter estado à volta dos seis milhões de mortos, e a própria cifra total de mortos nessa mesma guerra, que chegou aproximadamente a cinquenta e cinco milhões, revelam uma diferença gritante.
E se agora – supondo que o índice de abortos de 1970 simplesmente se tenha mantido igual – computarmos a cifra global dos abortos provocados até o ano de 1980, o resultado é que numa só década, na qual vivemos como protagonistas, foram suprimidos mais seres humanos do que provavelmente em todas as guerras de que a humanidade tem notícia histórica.

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Justiça popular

Justiça popular

Nos casos em que crianças pequenas foram maltratadas e assassinadas, foi muito difícil impedir que multidões iradas exercessem a chamada “justiça popular” sobre os presumíveis culpados, frequentemente familiares, e conseguir que fossem julgados pelas autoridades. Ainda bem que se conseguiu impedi-lo, porque também uma pessoa carregada de culpas é uma vida, e tem sucedido muitas vezes que os anos passados na prisão purificam essas vidas e as nobilitam.

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O gato e o guarda-chuva

O gato e o guarda-chuva

a realidade não permite que aquilo que está no ventre da mulher seja um bebé no caso de os pais quererem a criança, e não passe de “um tumor” se os pais resolverem não receber a criança.

Um dia, a mulher diz ao marido: Estou grávida; vamos ter uma criança. No dia seguinte resolvem que não querem ter o filho, e a mulher dirige-se a um abortista para que lhe retire um “tumor” do corpo. De um dia para o outro “aquilo” passou de criança a tumor… Então isto pode ser assim?

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Aborto: o engano das palavras

Aborto: o engano das palavras

As palavras utilizadas no debate em torno da prática do aborto determinam em grande parte o impacto dos argumentos. Como este é um assunto delicado e que pode ferir susceptibilidades, grande parte das vezes são utilizados termos com uma carga menos negativa e, por isso, mais facilmente aceites. Muitos termos, apesar de errados ou inadequados, são utilizados constantemente por evitarem o impacto que um termo mais adequado ou que uma simples descrição podem ter.

Apresentam-se aqui alguns termos ou palavras utilizadas, o seu significado, alguns sinónimos e, em alguns casos, algumas alternativas interessantes. Por vezes é tudo uma questão de semântica…

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Aborto – guia prático para um debate possível

Aborto – guia prático para um debate possível

Introdução

1. O aborto provocado é uma opção aceitável?

1.1. Está em jogo uma vida humana.

1.1.1. Evidência científica

1.1.2. Evidência prática

1.2. Matar nunca pode ser uma solução

1.2.1. Princípio das acções de duplo efeito

1.2.2. Direito à legítima defesa

2. Como se pode evitar o aborto clandestino?

2.1. Evitar a gravidez indesejada

2.1.1. Promover uma sexualidade responsável

2.1.2. Paternidade e maternidade responsáveis

2.2. Apoiar as mulheres em situações difíceis.

2.2.1. Já existem muitas instituições

2.2.2. Fomentar o aparecimento de novos meios de ajuda

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