Os métodos usados para fazer o aborto

Os métodos usados para fazer o aborto

O aborto provocado pode ser descrito como a morte prematura medicamente induzida de um embrião ou um feto no útero materno. Vários métodos podem ser utilizados para atingir este fim. Se o aborto é uma escolha, como muitos defendem, então as mulheres devem saber o que implica essa escolha, quais os procedimentos para a concretizar e qual o seu resultado. Esta secção contém uma breve descrição dos vários procedimentos utilizados para provocar a morte prematura medicamente induzida de um embrião ou feto humano. Esta informação é uma tentativa de sintetizar numa linguagem corrente e facilmente compreensível os vários procedimentos. A utilização de termos clínicos está, por isso, reduzida a um mínimo essencial.

Aborto espontâneo

Aborto espontâneo

Como o próprio nome indica, o aborto espontâneo não é um método de aborto induzido, ocorrendo geralmente sem qualquer aviso ou sem qualquer indicação prévia. Por norma acontece quando o feto não é viável ou a gravidez não tem as condições necessárias ao correcto desenvolvimento do feto. É uma reacção natural do próprio organismo da mãe.

A grande parte destes abortos não coloca a vida da mãe em perigo. Verifica-se por vezes uma perda de sangue ou uma perda parcial do feto/placenta que torna necessária uma hospitalização para se realizar uma intervenção médica de modo a remover o que resta da placenta e que está em processo de degradação dentro do útero. Mas mesmo quando este procedimento é necessário, existe um perigo reduzido para a mãe porque o colo do útero (abertura do útero) já não está rígido e está parcialmente aberto.

Métodos abortivos: a pílula do dia seguinte

Métodos abortivos: a pílula do dia seguinte

Quando um acto sexual foi fecundante e se ingere a “pílula do dia seguinte”, e sabemos que esta actua modificando a parede uterina de modo que impeça a implantação do ser humano recém-concebido, podemos deduzir razoavelmente que a gravidez fracassou. A tentativa de alguns de redefinir a gravidez como um processo que começa na nidação ou implantação de um novo ser humano é una forma de negar sua existência prévia e justificar sua destruição.

A vida começa no momento da fertilização, e qualquer agente químico que actue de tal forma que cause a destruição dessa vida é um fármaco abortivo. A “pílula do dia seguinte”, neste caso, não actua como anticonceptiva mas como abortiva.

DIU – Dispositivo Intra Uterino

DIU – Dispositivo Intra Uterino

Quem ouvir falar ou ler sobre o Dispositivo Intra Uterino (DIU), pode ser levado a supor, precipitadamente, que o mesmo tem apenas efeitos contraceptivos.

De facto o DIU, amplamente usado em todo o Mundo (cerca de 70 milhões de Mulheres e com grande incidência na China, é um método artificial anti-nidativo e portanto abortivo.

Para além destas alterações no útero, que provocam aborto, o DIU apresenta uma enorme variedade de desvantagens (para as Mulheres, claro!), que podem incluir: complicações menstruais (excessivas, hemorragias irregulares, dores abdominais); salpingite; doença inflamatória pélvica (DIP),; risco de expulsão do DIU principalmente no primeiro mês; probabilidade de ulcerar a parede do endométrio aumentando o risco de infecção

Métodos de fazer aborto: RU-486 (5-7 semanas)

Métodos de fazer aborto: RU-486 (5-7 semanas)

O seu funcionamento consiste em bloquear a progesterona, uma hormona com um papel crucial durante a gravidez. Sem esta hormona, o revestimento uterino não fornece alimento, fluidos e oxigénio ao feto em desenvolvimento que nestas condições não consegue sobreviver. Este método abortivo continua, então, pela ingestão de uma segunda droga, a prostaglandina