Crianças deficientes

Um conjunto de textos que relacionam o fenómeno do aborto com a existência de crianças com deficiências grandes. É frequente que se faça o aborto voluntário porque os pais não querem ter um filho que seja deficiente. Muitos pais com filhos deficientes estão muito felizes por terem esses filhos, e não os trocariam por outros.


Trissomia 21 e aborto

Trissomia 21 e aborto

Achámos (o Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós – Pais – como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongolóides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me apercebi e me consciencializei de que dos meus três filhos uma já ia ser feliz…aos outros dois eu ainda tinha muito que os ajudar… E isso deu-me imenso conforto!! A mongolóide era certamente a feliz!!! Que bom e maravilhoso ter essa certeza! Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais?

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Aborto terapêutico

Aborto terapêutico

Como se viu, atentar directa e intencionalmente contra a vida do concepto, mesmo quando está em perigo a vida da mãe, é inaceitável. O que é aceitável já foi explicado. Contudo, na base da fé pró-aborto de muitas pessoas está a ideia de que em caso de estar em causa o direito à vida, da mãe, pode-se matar deliberada e intencionalmente o filho.
Daqui é fácil saltar para: “No caso de estar em causa UM direito importante da mãe, pode-se matar deliberadamente o filho”. Mas direito “importante” é muito vago e por isso cada pró-aborto cada sentença!

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O meu irmão Martim

O meu irmão Martim

E, depois, quando se deita, antes mesmo de fechar os olhos e de cair nos braços de Morfeu, diz, abafado pelos lençois: “Boa noite, mano!” Boa noite Martim. ( Irrita-se imenso quando eu oiço música ao mesmo tempo que leio.)

E então, já a dormir, irremediavelmente destapa os pés.

No entanto, eu já tive mais direitos que o meu irmão Martim. Há apenas quinze anos atrás as nossas vidas poderiam nunca se ter encontrado e o meu irmão poderia estar morto.

Com que direito teve o meu irmão menos direitos que eu? Com que direito o Estado definiu que o meu irmão poderia ter sido morto mesmo antes de nascer e eu não? Porque é que eu tinha o direito à vida e o Martim não?

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Crescer com um irmão diferente

Crescer com um irmão diferente

Quanto aos meus amigos, têm-me feito ver que tenho muito mais que os outros. Tenho um irmão que é anormalmente simpático, anormalmente comilão, mas sobretudo anormalmente feliz. Poucas são as pessoas que têm essa sorte.

Sinceramente já fui mais receosa relativamente ao seu futuro. O João tem feito enormes progressos, e sei que um dia vai conseguir ter o seu lugar na sociedade: vai demorar mais tempo, mas vai conseguir!

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Há muitos caminhos

Há muitos caminhos

E não compreendemos que um deficiente possua a capacidade de ser feliz com a sua deficiência, porque não possuímos essa capacidade. Mas por que razão havíamos de a ter, se não precisamos dela?

Lançámo-nos com todas as forças à tarefa de eliminar da terra as injustiças e os erros da natureza.

Queremos acabar com as anomalias, com o insólito. E o insólito para nós é aquilo que não conseguimos compreender.

Mas eu já vi os cegos rirem.

Encontrei, entre os que sofrem, homens grandes. Os maiores de todos.

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