Amniocentese: Nem imaginas!
Explicaste que, se realmente se verificasse uma doença dessas, poderias abortar e, dessa forma, resolver o problema.
Não te imaginava capaz de matar um filho. Devo ter ficado de boca aberta, porque imediatamente atiraste uma série de justificações. Se eu imaginava como seria a qualidade de vida de uns pais condenados a tratar de um filho gravemente doente. As horas de fisioterapia, os gastos em medicamentos, as faltas ao trabalho. E a qualidade de vida que teria a criança. E o que seria dela depois de os pais morrerem.
Pensei, com tristeza, naquilo que sei acerca da “qualidade de vida” de algumas pessoas que fizeram abortos voluntários. Tenho a certeza de que a qualidade de vida consiste em ter alegria e paz, e de que não é possível tê-las depois de matar um filho.
Faltaste... [Ler o texto completo]
Recusei fazer amniocentese
Quando soube que estava grávida de gémeos tinha 38 anos.
A minha médica insistiu bastante para que fizesse a amniocentese. Era quase uma obrigação física e moral para com os bébés e para comigo mesma.
Sabendo os riscos de a realizar, principalmente para eles, não fui capaz e deixei nas mãos de Deus. Quem era eu para decidir acabar com duas vidas com cerca de 4 meses (altura em que saberia a altura dos resultados)? E porque o faria? Por suspeitar de algumas diferenças?
Nem pensar! (A médica achou que eu era irresponsável).
Quando... [Ler o texto completo]
Um irmão diferente
Há um irmão com 16 anos que diz que ele próprio se afastava das pessoas diferentes até o irmão nascer, e, de repente, começou a dar valor a outras coisas na vida. Começou, inclusivamente, a dar valor ao facto de ele próprio conseguir fazer tudo tão facilmente enquanto o irmão dependia de terapias e de esforços contínuos para tudo. Tudo isto lhe transmitiu uma nova escala de valores.
Carmo... [Ler o texto completo]
Os olhos azuis da minha irmã
A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é muito feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.
A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis, mas tem uns olhos tão bonitos como os da Mónica. Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem dificuldades; certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas deste nosso planeta que acorda todas as manhãs e lava os dentes.
De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a esquerda) ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena. De certeza que já ajudou alguém em apuros.
Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os “muffins” que a Mónica faz e visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de olhos azuis tem… trissomia 21.
No... [Ler o texto completo]
Um filho para a eternidade
Ela também nos confia a reflexão de um de seus filhos, na noite da morte de seu irmão pequeno: “olhou-me intensamente, e através das suas lágrimas garantiu-me que agora sabia que eu o teria amado, até ao fim, mesmo se ele tivesse tido uma mal-formação!”.
Como... [Ler o texto completo]
Trissomia 21 e aborto
Achámos (o Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós – Pais – como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongolóides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me apercebi e me consciencializei de que dos meus três filhos uma já ia ser feliz…aos outros dois eu ainda tinha muito que os ajudar… E isso deu-me imenso conforto!! A mongolóide era certamente a feliz!!! Que bom e maravilhoso ter essa certeza! Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais?