Amniocentese: Nem imaginas!
Explicaste que, se realmente se verificasse uma doença dessas, poderias abortar e, dessa forma, resolver o problema.
Não te imaginava capaz de matar um filho. Devo ter ficado de boca aberta, porque imediatamente atiraste uma série de justificações. Se eu imaginava como seria a qualidade de vida de uns pais condenados a tratar de um filho gravemente doente. As horas de fisioterapia, os gastos em medicamentos, as faltas ao trabalho. E a qualidade de vida que teria a criança. E o que seria dela depois de os pais morrerem.
Pensei, com tristeza, naquilo que sei acerca da “qualidade de vida” de algumas pessoas que fizeram abortos voluntários. Tenho a certeza de que a qualidade de vida consiste em ter alegria e paz, e de que não é possível tê-las depois de matar um filho.