Relações

Conjunto de textos que analisam a relação entre o aborto provocado e outros aspectos da vida humana: maus tratos, liberdade, direitos humanos, infanticídio, pedofilia, etc.


Experiências com bebés abortados

Experiências com bebés abortados

Na Universidade de Helsínquia, o Dr. Peter Adam participou em experiências com bebés que tinham até vinte semanas de gestação [cerca de 5 meses] e que foram abortados por cesariana. Os bebés foram mantidos vivos e depois decapitados [os investigadores, no artigo, preferiram dizer que “a cabeça foi cirurgicamente isolada dos restantes órgãos”]. Os tecidos do cérebro foram mantidos vivos durante cerca de 30 minutos e o objectivo da experiência era verificar a capacidade de processamento químico do cérebro.
(Cf. “Post-Abortion Fetal Study Stirs Storm,” Medical World News, June 8, 1973, p. 21)

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Infanticídio nos U.S.A.

Infanticídio nos U.S.A.

o filósofo Baruch Brody, a trabalhar no MIT, chega à mesma conclusão fundamental de Tooley: do ponto de vista ético não é possível separar (distinguir) o bebé recém-nascido do bebé dentro do útero. Brody, pessoalmente, aceitava o aborto e julgava que aqueles que se lhe opunham eram movidos por razões teológicas de valor duvidoso. Assim o diz no prefácio do seu livro. Contudo, a constatação referida, leva-o a perceber que não existe uma questão pura do aborto. Na discussão do aborto está em jogo a vida de todos os seres humanos que sejam indistinguíveis de um feto. Logo para começar, joga-se a vida dos bebés recém-nascidos. E o problema não termina aqui: há que encontrar uma linha que separa o bebé de um mês do bebé de 29 dias e assim sucessivamente.

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Aborto, liberdade e direito

Aborto, liberdade e direito

Na radicalização da tendência individualista da Ilustração, o aborto aparece como um direito da liberdade: a mulher tem que poder dispor de si mesma. Tem que ter a liberdade para decidir se quer trazer um filho ao mundo ou se quer desfazer-se dele. Ela tem que poder decidir acerca de si mesma, e ninguém mais pode impor-lhe de fora – é costume dizer-se – uma norma que a amarre. Trata-se do direito de auto-determinação.

Ora bem, no caso do aborto, a mulher decide verdadeiramente acerca de si própria? Não estará precisamente decidindo acerca de alguém diferente, impedindo que se lhe conceda liberdade, privando-o do espaço de liberdade – a vida -, porque isso se encontra em concorrência com a sua própria liberdade?

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Aborto e direitos humanos

Aborto e direitos humanos

A declaração universal dos Direitos do Homem (10.12.48) abre com a afirmação de que “o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo consiste no reconhecimento da dignidade de todos os seres pertencentes à família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis”. Trata-se do princípio da igualdade, que se fundamenta no reconhecimento da dignidade do ser humano, isto é, do seu superior valor, que o distingue da restante natureza, porque a transcende.

Por ser tão sublime, e por não admitir gradualidade, a dignidade é sempre igual para todos. Este princípio acolhido por todas as constituições modernas, exprime a verdade de que o homem é sempre um fim e nunca um meio, sempre sujeito e nunca objecto, sempre pessoa e nunca coisa.

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Aborto e maus tratos

Aborto e maus tratos

“Eu defendo o aborto porque estou farto(a) de ver crianças abandonadas, maltratadas, a viver na miséria mais absoluta, na droga e na prostituição. Se todas as crianças fossem planeadas e desejadas, nada disto aconteceria e as próprias crianças seriam muito mais felizes.”

1. O Dr. Philip Ney, professor de Psiquiatria da Universidade de British Columbia, publicou um estudo onde estabelecia claramente que o aborto -e a aceitação da violência que ele implica- levou a que tenha diminuído em muito a resistência psíquica, dos pais, à tentação de maltratar ou abusar dos filhos nascidos.
(P. Ney, “Relationship Between Abortion & Child Abuse,” Canada Jour. Psychiatry, vol. 24, 1979, pp. 610-620)

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