Aborto e ciência

Um conjunto de textos que analisam o aborto sob um ponto de vista científico. Não se pode encarar o aborto sem o relacionar com a realidade material que é constituída pelo embrião ou pelo feto. O aborto elimina-os, mas o que são eles na verdade, cientificamente?


Aborto: Bebé Vegetal?

Aborto: Bebé Vegetal?

“Há onze anos, quando estava a dar uma anestesia por causa de uma gravidez ectópica que rompeu a trompa (aos dois meses), tive oportunidade de ver aquilo que creio ter sido o mais pequeno ser-humano alguma vez visto. Dentro da bolsa de líquido amniótico (que estava intacta) um rapaz nadava com extremo vigor. Este minúsculo ser-humano estava perfeitamente desenvolvido e tinha longos dedos de dactilógrafo. A sua pele era quase transparente e as artérias e veias delicadas eram proeminentes na ponta dos dedos. O bebé estava cheio de vitalidade e nadava toda a bolsa, aproximadamente, uma vez em cada segundo, com braçadas de nadador experiente. Este rapazinho não se parecia de forma alguma com as fotografias e desenhos de embriões que eu até aí tinha visto. Tão pouco ele se parecia com os embriões que tenho visto desde então: obviamente, porque este estava vivo.”

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Tratamento revolucionário

Tratamento revolucionário

um bebé dentro do útero, com 20 dias de vida, tal como o nosso acidentado, tem o cérebro incompleto, o coração incerto, os pulmões não trabalham e nem se sabe bem onde estão, não tem pernas nem braços, está cego e surdo e mudo mas, tal como no caso imaginário, está a sofrer um tratamento revolucionário – tão revolucionário que nenhuma técnica o consegue simular!- e que em poucas semanas o porá sem qualquer vestígio das suas “deficiências” actuais. Se não se aceita a morte do acidentado imaginário, porque se aceita então a morte deste bebé real??

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Manipular palavras para manipular vidas

Manipular palavras para manipular vidas

O acto de manipular, e sobretudo o destruir, um embrião humano antes da implantação no útero – até ao 14º dia aproximadamente – tem uma carga ética altamente negativa, pois na realidade não é outra coisa senão o manipular ou destruir uma vida humana nas suas primeiras etapas. Por isso, os que utilizam as técnicas de reprodução assistida ou a clonagem estão a fazer um grande esforço para retirar ao embrião, nesses primeiros dias da sua vida, todo o valor ontológico que tem uma vida humana, para assim actuar sobre ele sem nenhuma responsabilidade ética.
E nessa tarefa uma das principais armas é a indefinição semântica.

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Aborto por razões psíquicas

Aborto por razões psíquicas

Naturalmente, uma pergunta se impõem desde já: existe alguma patologia do foro psíquico que tenha o aborto como terapêutica indicada? Sem uma resposta afirmativa a esta pergunta, a lei portuguesa não faz qualquer sentido.
Cabia a quem promoveu a aprovação da lei apresentar referências de trabalhos científicos em psiquiatria que permitam sustentar que uma tal lei é necessária e/ou conveniente.

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