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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.
Stresse Pós-aborto
Os danos psicológicos mais sérios que as mulheres que se submetem a um aborto induzido experimentam podem ser englobados numa condição designada de Síndrome Pós-Aborto (SPA). Esta condição faz parte da classe mais abrangente de desordens designadas de Desordens de Stress Pós-Traumático. O SPA pode ser descrito nos seguintes componentes
básicos
(1)
:
- Exposição ou participação numa experiência de aborto, que é compreendida como a destruição traumática e intencional da sua própria criança não nascida
- Reviver de uma forma negativa e não controlada o momento do aborto (“flashback”)
- Tentativas mal sucedidas de evitar ou negar recordações dolorosas do aborto, resultando na perda de reacção
- Experiências de sintomas associados que não estavam presentes antes do aborto, incluindo culpa
- Através de um processo de negação, as vítimas do SPA inibem o processo natural de mágoa e desgosto pela morte de um filho e frequentemente negam a sua responsabilidade no aborto. A negação ou supressão bloqueia, por sua vez, o processo e cura e a possibilidade de perdão a si mesma e outros envolvidos na sua decisão e no seu aborto.
- O trauma manifesta-se geralmente numa disfunção na área psicológica, física ou espiritual.
O stress psicológico como consequência de um aborto parece ser maior do que antes se pensava. Um estudo recente que incluiu 331 mulheres russas e 217 mulheres americanas que
se submeteram a um aborto parece demonstrar essa realidade
(2).
Entre outras coisas, este estudo revelou que:
- 65% das mulheres americanas sondadas experimentou múltiplos sintomas de desordem de stress pós-traumático, os quais atribuíam ao seu aborto.
- 64% das mulheres americanas sentiram-se pressionadas por outros a escolher o aborto, em comparação com 37% das mulheres russas.
- De um modo geral, as mulheres referiram mais reacções negativas do que positivas.
- A reacção positiva mais mencionada foi o alívio, mas apenas 7% das mulheres russas e 14% das americanas a mencionaram.
- As mulheres americanas eram mais propensas a atribuir aos seus abortos pensamentos subsequentes de suicídio (36%), um aumento de consumo de drogas e álcool (27%) problemas sexuais (24%), problemas relacionais (27%), sentimento de culpa (78%) e incapacidade de auto-perdão (24%).
- Aproximadamente 2% das mulheres americanas atribuíram ao seu aborto uma hospitalização psiquiátrica subsequente.
1. Speckhard, A.C. and Rue, V.M. (1992). Postabortion Syndrome - an Emerging Public-Health Concern. Journal
of Social Issues 48(3):95-119.
2. Rue, V. M., P. K. Coleman, J. J. Rue and D. C. Reardon (2004). Induced abortion and traumatic stress: A preliminary comparison of American and Russian women.
Medical Science Monitor 10(10): SR5-16.
(Agradecemos a M. D. Mateus
a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)
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