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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.
Mitos: aborto seguro
Um dos mitos mais curiosos ligados ao aborto continua a ser a alusão ao aborto seguro. Este mito é frequentemente propagado através de referências a vários estudos que provam que o aborto é 10 vezes mais seguro que um parto, sem no entanto referir quais os estudos que o demonstram. O mito propaga-se na forma de um argumento popular e acaba muitas vezes por ser apresentado como informação verdadeira, apesar de ser incorrecta. Mas como refere uma recente publicação sobre medicina e lei, ainda não foi provado que a gravidez e o parto são mais perigosos do que o aborto.
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Porque será então,
que o mito persiste? Propaganda é a resposta, e conveniência parece ser o motivo.
Na verdade, a prática do aborto induzido pode ser mais ou menos perigosa, dependendo das condições com que é realizado, as condições de saúde da mulher, e outros factores não
relacionados com o método em si. Mas aborto seguro é certamente um mito
[ver Sequelas Físicas]. O facto de várias mulheres se submeterem a esta prática e aparentemente não apresentarem problemas imediatos, não a torna num procedimento seguro. Todos os problemas associados já referidos, quer físicos quer mentais, mostram precisamente que rotular o aborto de prática segura, para além de um
mito, é um logro.
1. [Anon] and Grp, D.L.S. (2001). Abortion, information & the law: What every doctor needs to know. Issues in
Law & Medicine 16(3):283-284.
Issues in Law & Medicine é um jornal científico cujas publicações são sujeitas a um processo de avaliação realizado por um painel de cientistas e médicos nos campos em questão. O artigo acima mencionado conclui existirem fortes razões médicas para tratar o aborto como um procedimento não-terapêutico e potencialmente perigoso, com
o qual médicos conscienciosos escolheriam não se envolver.
(Agradecemos a M. D. Mateus
a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)
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