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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.

Estudos: aborto e placenta prévia

 

O resultado de um aborto pode reflectir-se numa gravidez futura. O aborto aumenta entre sete a quinze vezes o risco de placenta prévia (quando a placenta se instalada próxima do colo do útero, uma condição clínica que coloca em risco a vida da mãe e do feto “desejado”) durante estados mais avançados de gravidez (1). O desenvolvimento anormal da placenta devido a danos uterinos causados por um aborto induzido aumenta o risco numa gravidez futura de má formação fetal, morte perinatal [ que se produz na proximidade do nascimento; o período perinatal está compreendido entre as ultimas semanas da gestação e os 10 dias seguintes ao nascimento ], e sangramento excessivo durante o parto.

 

 

 

1. Barrett, J.M., Boehm, F.H. and Killam, A.P. (1981). Induced-Abortion - a Risk Factor for Placenta Previa. American Journal of Obstetrics and Gynecology 141(7):769-772.

 

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)

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«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente». (Georges Orwell)