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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.
Estudos: aborto e lacerações cervicais
Em pelo menos 1%
dos abortos realizados durante o primeiro trimestre de gestação ocorrem
lacerações
[
lesão resultante de um rasgamento de pele até ao tecido subcutâneo ] cervicais significantes que necessitam ser suturadas. O risco de danos cervicais é maior em adolescentes, em abortos durante o segundo trimestre, e quando quem os realiza utiliza inadequadamente a laminaria durante o processo de dilatação
do colo do útero.
(1)
Danos físicos e psicológicos resultantes do aborto são mais frequentes em jovens e adolescentes. Ao contrário das mulheres mais velhas, nestas idades o colo do útero ainda está imaturo, havendo por isso o risco de uma dilatação difícil e potencialmente traumática. Nestes casos o colo do útero é pequeno e apertado, especialmente em casos da primeira gravidez, e especialmente susceptível a danos durante a dilatação. Os problemas da prática do aborto nestas condições levam a outros problemas em gravidezes no futuro. Algumas das complicações mais graves ocorrem
em adolescentes/jovens.
1. Schulz, D Grimes & W. Cates (1983). Measures to Prevent Cervical Injuries During Suction Curettage Abortion. Lancet (May 28):1182-1184; Cates W, K Schultz & D Grimes (1983). The Risks Associated with Teenage Abortion. New England Journal of Medicine 15:612-624; Castadot R (1986). Pregnancy Termination: Techniques, Risks, and Complications and Their Management. Fertility and Sterility
45(1):5-17.
(Agradecemos a M. D. Mateus
a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)
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