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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.

Aborto e ansiedade

 

Quando comparadas com mulheres que levam a sua gravidez não intencional até ao fim, as que abortam uma gravidez não intencional têm maior probabilidade de experimentar problemas subsequentes de ansiedade. Esta constatação é o resultado de um estudo recente (1) publicado num jornal científico dedicado a desordens ligadas com a ansiedade, realizado entre 10,847 mulheres com idades entre os 15 e os 34 anos que experimentaram uma primeira gravidez não intencional e sem qualquer historial de ansiedade. Os investigadores que realizaram este estudo descobriram que as mulheres que decidiram abortar tinham 30% maior probabilidade de mencionar sintomas subsequentes associados a um diagnostico de desordem generalizada de ansiedade.

Esta ligação não deve ser ignorada no tratamento de mulheres com problemas de ansiedade. O principal autor deste estudo refere que “o nosso estudo sugere que os profissionais de saúde que tratam de mulheres com problemas de ansiedade poderão achar útil inquirir acerca da história reprodutiva das suas clientes (…) As mulheres que lutam com questões por resolver relacionadas com um aborto no passado poderão beneficiar significativamente de aconselhamento que foque este problema.”

 

 

1. Cougle, J. R., D. C. Reardon and P. K. Coleman (2005). Generalized Anxiety Following Unintended Pregnancies Resolved Through Childbirth and Abortion: A Cohort Study of the 1995 National Survey of Family Growth. Journal of Anxiety Disorders 19:137-142.

 

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)

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