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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.
Aborto e consumo de tabaco, álcool e drogas
O stress pós-aborto está ligado ao aumento do consumo de tabaco. As mulheres que abortam duplicam a probabilidade de se tornarem fumadoras excessivas e de sofrerem dos riscos
de saúde que daí advêm.
(1)
O aborto está relacionado com uma duplicação do aumento do risco de abuso de álcool entre as mulheres
(2). Um estudo realizado entre mulheres sem antecedentes de consumo de drogas ou álcool revelou um aumento de cinco vezes no consumo destas substâncias entre mulheres que realizaram
um aborto na sua primeira gravidez.
(3)
Outro estudo mostrou que entre mulheres que dão à luz a primeira vez, aquelas que já tinham realizado um aborto no passado, tinham cinco vezes mais hipóteses de utilizarem drogas, duas vezes mais probabilidade de consumir álcool e dez vezes mais probabilidade de fumar marijuana durante a gravidez, em relação a mulheres que nunca tenham
realizado um aborto.
(4)
A relação entre o aborto e o abuso de substâncias (drogas e álcool) tem sido estabelecida em estudo recentes. Um destes estudos, realizado entre 749 mulheres que tiveram a sua primeira gravidez não intencional e 1144 mulheres que nunca estiveram grávidas, revela que as mulheres que optaram pelo aborto têm maior probabilidade de reportar, em média quatro anos após o aborto, uma utilização mais frequente
de álcool, marijuana e cocaína.
(5)
Este estudo revela ainda que as mulheres que deram à luz a sua gravidez não intencional, não apresentavam diferenças significativas em relação às mulheres que nunca tinham dado à luz, excepto num menor consumo de álcool. Segundo um dos autores, este facto pode ser explicado por a maternidade, mesmo nas gravidezes não desejadas, produzir um efeito protector nas mães, que imerge possivelmente no aumento do sentido
de responsabilidade em relação aos seus filhos.
A investigação revela ainda que as elevadas taxas de consumo de drogas e álcool entre mulheres que realizaram um aborto poderá estar ligado a elevados níveis de ansiedade, depressão
e mágoa.
Pelo menos 21 estudos médicos anteriores a este revelaram que mulheres com uma história de aborto têm mais probabilidade de um maior uso subsequente de drogas e álcool do que
outras mulheres.
1. Harlap, S. and Davies, A.M. (1975). Characteristics of Pregnant-Women Who Report Previous Induced Abortions. Bulletin of the World Health Organization 52(2):149-154.; Levin, A.A., Schoenbaum, S.C., Monson, R.R., Stubblefield, P.G. and Ryan, K.J. (1980). Association of Induced-Abortion with Subsequent Pregnancy Loss. Jama-Journal
of the American Medical Association 243(24):2495-2499.
2. Klassen, A.D. and Wilsnack, S.C. (1986). Sexual Experience and Drinking among Women in a United-States National Survey. Archives of Sexual Behavior 15(5):363-392.; Kuzma, J.W. and Kissinger, D.G. (1981). Patterns of Alcohol and Cigarette Use
in Pregnancy. Neurobehavioral Toxicology and Teratology 3(2):211-221.
3. Reardon, D.C. and Ney, P.G. (2000). Abortion and subsequent substance abuse. American Journal of Drug and
Alcohol Abuse 26(1):61-75.
4. Coleman, P.K., Reardon, D.C., Rue, V.M. and Cougle, A. (2002). A history of induced abortion in relation to substance use during subsequent pregnancies
carried to term. American Journal of Obstetrics and Gynecology 187(6):1673-1678.
5. Reardon, D.C., P.K. Coleman and J.R. Cougle (2004). Substance use associated with unintended pregnancy outcomes in the National Longitudinal Survey of
Youth. American Journal of Drug and Alcohol Abuse 30(2):369-383.
(Agradecemos a M. D. Mateus
a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)
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