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Uma vez que uma mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não nascido o seu filho. O filho morto fará parte da sua vida por mais longa que ela seja. O aborto não é definitivamente uma "solução fácil" de um grave problema, mas um acto agressivo que terá repercussões contínuas na vida da mulher.
Estudos: aborto e doença pélvica inflamatória
A DPI é uma doença infecciosa do trato genital superior que pode afectar o útero, ovários, trompas de Falópio e outras estruturas relacionadas. Quando não tratada, esta condição pode causar infertilidade, dores pélvicas crónicas, e aumentar o risco de gravidez ectópica que pode colocar a vida da mulher em perigo. Das pacientes com uma
infecção de
clamídia
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género de microrganismos patogénicos para diversos animais e para o homem ] na altura do aborto (cerca de 20 a 27% das pacientes que se submetem a um aborto), 23% desenvolve a DPI dentro de quatro semanas. Aproximadamente 5% das pacientes não infectadas com clamídia desenvolvem DPI nas quatro semanas
após um aborto no primeiro trimestre.
(1)
O mínimo a esperar de quem executa abortos é um exame para determinar se a mulher tem clamídia e, caso tenha, tratar esta infecção antes do aborto. Claro que este procedimento
só atrasa o aborto. E no caso das clínicas de aborto, tempo é dinheiro.
1. Westergaard, L., Philipsen, T. and Scheibel, J. (1982). Significance of Cervical Chlamydia-Trachomatis Infection in Post-Abortal Pelvic Inflammatory Disease. Obstetrics and Gynecology 60(3):322-325.; Barbacci, M.B., Spence, M.R., Kappus, E.W., Burkman, R.C., Rao, L. and Quinn, T.C. (1986). Postabortal Endometritis
and Isolation of Chlamydia-Trachomatis. Obstetrics and Gynecology 68(5):686-690.
(Agradecemos a M. D. Mateus
a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)
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