Uma investigação levada a cabo na Finlândia identificou uma forte associação estatística entre o aborto e o suicídio. A taxa de suicídio num período de um ano após o aborto era três vezes superior a todas as mulheres de uma forma geral, sete vezes superior à taxa verificada entre mulheres que tinham levado a gravidez até ao fim, e quase duas vezes superior à taxa entre mulheres cuja gravidez tinha sido interrompida por causas naturais. As tentativas de suicídio pareceram ter particular incidência entre adolescentes sujeitas a um aborto. (1)

Outro estudo recente realizado por investigadores ingleses em mulheres entre os 15 e os 49 anos refere que “o aumento do risco de suicídio após um aborto induzido pode ser uma consequência de próprio procedimento (…) e os dados sugerem que uma deterioração na saúde mental pode ser um aspecto consequente do aborto induzido”. (2)

Em muitos casos, a tentativa de suicídio ou o acto consumado é intencionalmente ou subconscientemente planeado para coincidir com o aniversário da data do aborto ou da data em que supostamente o bebé deveria nascer (3). Também têm sido registadas tentativas de suicídio entre os parceiros masculinos após a realização do aborto das suas parceiras.

1. Gissler, M., Hemminki, E. and Lonnqvist, J. (1996). Suicides after pregnancy in Finland, 1987-94: Register linkage study. British Medical Journal 313(7070):1431-1434.; Campbell, N.B., Franco, K. and Jurs, S. (1988). Abortion in Adolescence. Adolescence 23(92):813-823.

2. Christopher, L.M., Evans, M., Peters, J.R. and Currie, C. (1997). Suicides after pregnancy: Mental health may deteriorate as a direct effect of induced abortion. British Medical Journal 314 (Letters section):902.

3. Tishler, C.L. (1981). Adolescent Suicide Attempts Following Elective Abortion – a Special Case of Anniversary Reaction. Paediatrics 68(5):670-671.

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)