A simples proibição não avança qualquer solução. Muitos estados americanos têm implementado nos últimos anos leis designadas de “direito das mulheres a saber”. Estas leis têm como principal objectivo dar a conhecer às mulheres os vários aspectos relacionados com a prática do aborto (o que é ao certo, consequências, métodos, etc.). Estas leis exigem também que aqueles que executam o aborto recomendem às pacientes um período de espera ou “arrefecimento”. Para além disso, algumas destas leis exigem mesmo que seja fornecida informação (livro, folhetos, etc.) às mulheres antes destas serem submetidas ao aborto.

Há quem aponte a facilitação do acesso à informação como um dos principais motivos de se ter registado no ano de 2000 o valor mais baixo no número de abortos nos EUA, desde 1974 (cerca de 21,3 abortos por cada 1000 mulheres com idade para engravidar em 2000, comparado com a taxa mais elevada de sempre de 29,3 abortos por 1000 mulheres em 1980 e 1981). (The Alan-Guttmacher Institute.)

Os novos avanços médicos (cirurgia intra-uterina e tecnologia de ecografias tridimensionais que revelam os contornos do feto) também têm sido apontados como um dos motivos para a diminuição das taxas de aborto induzido.

(Agradecemos a M. D. Mateus a autorização para publicar na Aldeia este seu trabalho)